Rede de farmácias de RS troca de sistema operacional e adota Linux

A rede de farmácias Maxxi Econômica está trocando a estrutura de tecnologia nas 70 unidades espalhadas pelo Rio Grande do Sul, além da matriz.

Software e hardware sob medida fazem parte do investimento de R$ 209 mil, que geraram uma economia de R$ 1,5 milhão.

No novo modelo, pensado desde o final de 2010, trocam-se máquinas e sistema operacional: sai Windows, entra Linux.

Máquinas da Positivo Informática completam a solução, que envolve o uso de dois equipamentos em cluster com um sistema operacional Linux desenvolvido pela própria TI da Maxxi, em parceria com a gaúcha E-projeti, instalada no Unitec, em São Leopoldo.

Segundo Diogo Santos, gerente de TI da Maxxi, serão usadas 142 máquinas novas, com o processador i5, da Intel, e 8GB de memória RAM.

“Decidimos que para atender bem nossos clientes a tecnologia da empresa não podia parar, teria que ser contínua, então resolvemos desenvolver uma distribuição de Linux onde o banco de dados é nativo do sistema operacional ganhando já de arrancada em desempenho” conta Santos.

Somados os recursos, o processamento poderá chegar a 5 Ghz, com 16GB de RAM – quatro vezes mais que o atual.

Além da velocidade acelerada, explica o executivo, o sistema em cluster garante a manutenção das atividades das unidades. “Mesmo que uma máquina caia, continuamos com o dobro da capacidade anterior. Parar de funcionar, então, só com uma catástrofe”, enfatiza.

Cliente da positivo há dois anos, a Maxxi trabalhou na configuração dos PCs em conjunto com a equipe de desenvolvimento da fabricante. “É um ótimo negócio. Estamos economizando 50% do preço original”, diz Santos.

Economia com software livre

O software, desenvolvido em 90 dias de laboratório com a E-projeti, partiu de uma versão do Kernel Linux, com desenvolvimento do zero. Entre os programas nativos está o Firebird, para banco de dados.

“Nâo usamos nenhuma distribuição já existente como base. Foi uma forma de evitar as aplicações acessórias que só pesavam na máquina”, conta o gerente.

Antes da nova solução – já implementada em 10 unidades da rede – a Maxxi usava o Windows Server, rodando em máquinas com Core 2 Duo e 4GB de RAM. Além de economizar em licenças, já que o gasto com o Linux saiu por 10% do custo com o software proprietário, calcula Santos, a TI ganhou em tempo.

“Antes, uma manutenção levava quatro ou até cinco horas. Agora, em questão de minutos fazemos backup, limpeza de arquivos e restauração. Há processos que levam segundos. Nem nós acreditamos”, comemora.

O envio de informações das unidades para a matriz também caiu, de 10 para um minuto.

A TI também ganhou. Segundo Santos, agora a equipe trabalha com apenas quatro funcionários, focados em suporte, manutenção de hardware e outras rotinas operacionais da empresa.

“Hoje, a TI não é só suporte ao usuário, mas um setor que ajuda na empresa, automatizando processos e agilizando a execução de tarefas”, completa.

Com 18 anos de mercado, a Maxxi Econômica tem 70 lojas espalhadas em mais de 30 cidades do do Rio Grande do Sul, sendo 20 delas apenas na Grande Porto Alegre. Em 2010, a empresa faturou R$ 272 milhões, atendendo uma média de 700 mil clientes por mês.

fonte: http://www.baguete.com.br

Central 156 Asterisk – Prefeitura de São Paulo economiza R$ 1.000.000,00/ano em Telefonia

“O Caso de sucesso Central 156 da Prefeitura de São Paulo será apresentado no 4º Seminário de Telefonia IP com Software Livre, que acontecerá em São Paulo, dia 12 de Abril, sábado, das 9h00 às 18h00, na FIAP. A Central 156 é um canal de comunicação gratuito e ininterrupto entre o cidadão e a administração pública municipal, que garante aos munícipes acesso aos serviços e informações, além de ser um canal de registro de solicitações, sugestões, reclamações e elogios. São atendidas mais de 100.000 (cem mil) ligações por dia através de uma central que funciona com o Asterisk. Com esta aplicação a prefeitura de São Paulo economizou mais de R$ 1.000.000,00/ano. Segundo a organização do Seminário, este caso de sucesso vem de encontro à linha mestre do evento (aplicabilidades do Asterisk) e demonstra a maturidade e performance das aplicações. O Seminário contará ainda com mais 4 palestras, a saber: “Protótipo de relógio de ponto e despertador utilizando Asterisk”, “Automação Residencial Utilizando o Asterisk” , “Utilizando Asterisk para diagnóstico de redes” e “A nova era da Telefonia sem muita dor de cabeça”. Com expectativa de alcançar cerca 300 participantes (conforme edições anteriores do mesmo evento: http://www.temporealeventos.com.br/?area=1&tipo=1&id=1593) a organização ressalta que após o término deste Seminário os participantes estarão aptos a analisar as potencialidades de projetos de Telefonia IP com Software Livre de forma a discutir os impactos da adoção destas tecnologias em ambiente corporativo.

Inscrições realizadas até o dia 9 de Abril custam apenas R$ 69,00 (após esta data: R$ 129,00, no entanto, apenas será possível fazer a inscrição no local e dia do evento). Mais informações: 11-3487-6046, com Leandro”

Fonte: (temporealeventos.com.br

40 a 55 anos, experiência ou impedimento?

Profissionais da área de TI enfrentam o desafio da recolocação, balizada pela idade. O pulo do gato é manter-se sempre atualizado em relação às tecnologias e especializações.

Por Patrick Thibodeau e Sharon Machlis, da ComputerWorld-EUA*


No início de 2007, depois de sete anos trabalhando na mesma companhia, Maribeth McIntyre, de 55 anos, foi demitida. “Até aquele momento”, diz, “encontrar trabalho era uma ocupação tranqüila”. Mas isso foi na época pré-crise, quando o mercado de trabalho em TI estava aquecido e profissionais, como Maribeth, gestora de projetos e analista de sistemas com especialização em RH e administração de folhas de pagamento, não tinham qualquer dificuldade em encontrar uma colocação em seu país (EUA).

Ainda no mesmo ano, era comum que Maribeth tivesse duas ou três entrevistas semanais, todas bastante promissoras. Mesmo assim, levou oito meses para que a analista de sistemas conseguisse uma vaga. “Eu começava a suspeitar que fosse haver problemas com minha idade”, lembra a analista.

Nos últimos dois anos, profissionais com idade superior aos 55 anos têm enorme dificuldade em conseguir colocação no mercado de trabalho. Segundo registros do Ministério do Trabalho dos EUA, a taxa de desemprego para ocupações relacionadas à computação subiu de 6% para 8,4%, entre 2009 e 2010. No caso de mulheres, esse número gira em trono de 9,4%, para homens da mesma idade, a taxa de desemprego é de 8%. A taxa de desemprego para profissionais das áreas de TI, do ano passado, no geral, ficou em 5,2% - sem alterações relacionadas ao ano anterior.

Enquanto isso, os números revelam uma tendência inversa para candidatos entre 25 e 54 anos. Nessa categoria, a taxa registrou queda de 5,1% (2009) para 4,4% em 2010.

Com a recessão, Maribeth perdeu o cargo de consultora. Em 2009, conseguiu uma colocação temporária e, em 2010, outro contrato semelhante, findado em poucos meses. Atualmente, a analista de sistemas mantém um diário no site Daily Kos, onde aparece com o nome de Embee. Nele, já havia percebido uma opulência de profissionais de idade avançada reclamarem da dificuldade em conseguir uma vaga. Ao perceber tal movimento, fundou um fórum de nome “50+ and Unemployed (underemplyed) Support Group” (Grupo de apoio aos Desempregados e Subrenumerados com mais de 50 anos de idade, em tradução livre do inglês).

A iniciativa trouxe um volume razoável de retornos. Ela afirma que o propósito do fórum é partilhar ideias e formar redes de contato em que às pessoas é dada a oportunidade de desabafar. “Chega um momento em que seus amigos não aguentam mais ouvir seus lamentos”, conta, bem-humorada.

“O mercado de trabalho de TI mostra sinais de melhora para candidatos de todas as faixas etárias”, afirma Todd Thibodeaux, presidente e CEO da Computing Technology Industry Association ¬ CompTIA (associação das indústrias de computação e tecnologia).

O executivo relata que a demanda por mão de obra em TI está em alta.
Especialmente para os profissionais capacitados a desenvolver soluções para plataformas móveis e especialistas em segurança na integração de soluções em nuvem com outros ambientes.

Por um lado, o segmento de mobilidade é atraente para os jovens. “Já a nuvem e o segmento de saúde são inclinados a contratar profissionais com maior bagagem profissional”, completa Thibodeaux.


Os quarentões de TI brasileiros

No Brasil, mesmo com o mercado aquecido e a falta de profissionais qualificados, a situação não é muito diferente, de acordo com Almir Ferreira de Sousa, professor associado da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA). Em recente reportagem para o site da COMPUTERWORLD, ele declara que a grande dificuldade para os profissionais de TI, com mais de 40 anos, em preservar suas colocações ou se recolocarem quando estão fora do mercado de trabalho, reside especialmente no fato de não se atualizarem.

Munido dessa certeza, Sousa criou um curso gratuito, com duração de dez meses, para executivos de TI, fora do mercado a partir de quatro meses, que desejam a recolocação. Realizado na Fundação Instituto de Administração (FIA), a iniciativa existe desde 2006 e já formou quatro turmas. O objetivo maior é reciclar o conhecimento desses profissionais. “É uma questão de alinhamento com o que está acontecendo no setor. Para isso, elaboramos com esse foco toda a programação do curso”, diz.

As aulas abordam temas como matemática, tecnologia da informação, administração financeira, mercado de capitais, marketing de relacionamento, além de workshops. A faixa etária que predomina nas turmas está entre 40 e 50 anos. “O índice de recolocação é de 75%, um resultado altamente satisfatório”, afirma o coordenador do curso.

Sharon Ann Sulzbeck, de 46 anos, que participou da última turma da FIA, de 2010, já está de volta ao mercado. Depois de amargar quase um ano de desemprego, vítima do famoso corte de custos. “O curso teve início em março e em agosto ingressei na Talent pro Information Technology, empresa de consultoria em TI”, diz.

Formada em tecnologia de processamento de dados pela universidade Mackenzie, Sharon atualmente ocupa o cargo de analista de sistemas e atende o cliente Banco Votorantim. “Tive de dar alguns passos para tras, porque estava acostumada a coordenar equipes”, relata. “Mas o importante é recomeçar.
Traçar novamente objetivos de ascensão. É um novo começo e você tem de estar preparado para esse desafio.” Segundo Sharon, o curso não somente atualiza o profissional, mas especialmente recupera a autoestima. ³Ficamos mais confiantes, trocamos experiências com os colegas na mesma situação e tudo começa a acontecer”, relata.

Maria Paula Menezes, gerente da divisão de tecnologia da Robert Half Technology Brasil, empresa de recrutamento especializado, acredita que há dificuldades sim na recolação de profissionais mais seniors no Brasil, contudo, em muitos casos, ter mais idade é interessante para alguns setores, como na indústria, por exemplo. “Eles preferem pessoas mais experientes e que transmitam poder de liderança”, diz.

Ter um perfil que inclui alta energia, boa apresentação, facilidade de comunicação e atualização é fundamental para vencer o peso da idade em um processo de seleção, na opinião da executiva. “É claro que na faixa etária depois dos 40, o profissional se sente ameaçado pela geração Y”, destaca.
“Mas é importante lembrar que essa geração é muito ansiosa, quer crescer rápido e a maior parte das empresas não tem como atender. É aí que o profissional mais experiente ganha vantagem.”

Sharon também já se sentiu intimidada pela “garotada de TI”, como define essa nova geração. “Mas sei que o fato de eu saber como proceder diante de diretorias, ter tranquilidade para administrar conflitos e gerenciar pessoas me coloca em posição de vantagem”, afirma.

Maria Paula não acredita em um quadro que sentencie os profissionais de TI na faixa de mais de 40 anos no País. “Eles precisam estar abertos à evolução. Assim como qualquer outro profissional dos variados setores da economia”, diz e acrescenta que as profissionais de TI estão ganhando terreno.

“Eu mesma estou coordenando um projeto para uma empresa cliente, que deseja uma alta gestão e diretoria formadas por mulheres. Elas estão em alta no Brasil.” Mas, segundo ela, observa-se ainda certa resistência para os cargos de coordenação de equipe, por exemplo, que lidam com quadros de missão crítica em TI, com SLAs agressivos e ambientes de 24 x 7.

“Muitas empresas acreditam que as mulheres não têm o pulso necessário para comandar áreas críticas, infelizmente.” “Nunca fiquei sabendo qual foi o real motivo de eu não ter conquistado uma vaga depois de uma entrevista. Eles nunca falam”, relata Sharon. “Não sei se pela qualificação inadequada, pela idade, ou pelo fato de ser mulher. Até mesmo por todo esse bloco. Por um lado pode doer, e, por outro, já ajudaria a me adaptar para outras entrevistas”, diz. “O importante é se reciclar, seguir em frente, buscar em si mesmo o que há de melhor e não ter medo de recomeçar”, ensina.

* Colaboração nacional de Solange Calvo

Fonte: http://computerworld.uol.com.br
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